Culpar jogos. Até quando?

Deixo aqui as palavras de JM Trevisan, pois faço das dele, as minhas.

Discutiu-se tudo sobre a morte do menino e da família, menos a necessidade de se levar mais a sério distúrbios psiquiátricos. Toda reportagem diz “o menino era um garoto normal”. É? Como você sabe? O que é normal?

É a mania de achar que distúrbio psicológico significa ser locão e sair por ai descabelado e de cueca falando ao contrário.

Passei anos sofrendo com ansiedade e depressão e ninguém se tocou que eu precisava de tratamento. Porque eu era normal. Porque eu tinha uma familia legal. Porque estudava. Trabalhava. Porque nunca me faltou nada. E uma coisa nao tem a ver com a outra.

Enquanto ninguém se der conta disso, vamos continuar tendo casos assim, e vão continuar culpando os videogames, o RPG, a falta de fé, etc.- JM Trevisan

Dia de Tormenta – Caxias do Sul

O evento será uma ambientação de aventura de RPG (Jogo de Interpretação de Papéis) tanto para jogadores iniciantes quanto para veteranos durante a tarde de sábado. O objetivo do evento é divulgar o cenário de Tormenta RPG (sistema 100% brasileiro) e integrar novos jogadores ao universo do Role Playing Game.
Dia de Tormenta é uma aventura de RPG para 6 a 10 personagens (6º nível), que colocará os heróis contra o adversário final que é a maior ameaça conhecida, mas ainda no início de sua manifestação. Mesmo assim, o perigo é imenso!
Tudo isso vai acontecer no Zarabatana Café, dia 24/03 às 15h. Para todo participante haverá a distribuição de um kit de participação. Vamos lá, a entrada é gratuita! Quem quiser, confirma comigo (via comentários ou playthecoin@gmail.com) ou com Douglas Mello a participação no evento. Valeu, gurizada!

Diálogos de Jogos (nº 2)

Mais uma noite de calor em Porto Alegre. Reunidos ao redor da TV, do Play 3 e embaixo do ventilador de teto, esperávamos pacientes pela pizza que havíamos pedido via tele-entrega. Eis que um de nós decide acabar com a maratona de Mortal Kombat Arcade:

Leo: Vamos jogar outra coisa.
Japa: O quê, por exemplo?
Leo: Ah, qualquer coisa menos isso.
Japa: Vamos jogar Red Dead Redemption. Aquele jogo é muito foda!
Leo: Tá.
E nisso começou o jogo. A quest escolhida era de ganhar uma corrida de cavalos através de um percurso irregular de estrada de chão e o seu adversário era uma mulher. Quem comandava o personagem principal era o Japa.

Japa: Nunca consigo ganhar dessa mulher.
Leo: Mas é tão foda assim?
Japa: Deve ser, porque nunca consegui vencer essa mulher na corrida.
Vane: Dá nitro nesse cavalo!
Leo: Toda vez que tu corre fora da estrada, o cavalo perde velocidade.
Vane: Tá certo, a ferradura perde aderência e começa a derrapar. Japa, faz drifting!
Leo: Porque tu fez o cavalo cair?
Japa: Eu não queria que ele caísse! Mas aparentemente ele se jogou do penhasco sozinho!

Foi iniciada uma nova corrida. Dessa vez, Japa começou mais ou menos bem, mas foi perdendo velocidade até que…

Japa: Merda de cavalo! Eu tentei pegar um bom, mas quando assoviei só veio essa merda pra perto de mim, aí tive que ficar com ele mesmo!

Ele desceu do cavalo, empunhou a arma e matou o bicho à tiros. Enquanto carregava novamente a parte da corrida, lembrei de um fato que me contam desde criança:

Vane: Uma vez um cara que morava perto da casa da minha avó tinha uma moto. Aí, num dia que ele estava de fogo, a tal da moto não queria pegar. Ele foi ficando bravo, desceu da moto, pegou uns tijolos e começou a tacar nela, como se ela fosse se sentir castigada o bastante pra começar a andar voluntariamente!
Leo: Coitada da moto!
Japa: Vamos ver se dessa vez essa bosta de cavalo vai se jogar no perau de novo!
Vane: Era nesse jogo que um cara montava nas costas de uma mulher e ela relinchava como uma mula?

Leo: Sim, e aposto que ela corria mais rápido que o cavalo do Japa.
Vane: Mas era um bug?
Japa: Não, nesse caso eu diria que é uma feature. Um Easter Egg!
Japa: Ai, a ponte. Espero que esse bicho consiga passar dela sem se jogar também.
Mais uma vez, o cavalo perdeu a corrida. O animal foi novamente alvejado até a morte.
Vane: Joga tijolos nele!
Japa: Quando eu conseguir um cavalo decente, eu tento fazer de novo essa porcaria.

Depois de Red Dead Dedepmtion e enquanto a pizza não vinha, rolava uma maratona de Mortal Kombat Arcade. Reptile versus Sub Zero:
Vane: Quem é o Reptile?
Leo: É o Joe!
Vane: Pô Joe, tu deu um catarrão no SubZero!

*Não tinha imagem com o Sub Zero

Leo: Eu nem tento mais corrigir. Da outra vez ela disse o mesmo e eu contestei dizendo que o Reptile é uma cobra e que aquilo era veneno. Mas ela me retrucou dizendo que ele era uma cobra gripada e que aquilo era ranho!
Vane: E eles se defendem com o umbigo!
Leo: E com o sovaco também!
Vane: O gelo entra pelo umbigo e se perde. Depois o cara deve cagar tijolos, literalmente.
Leo: Mas porquê tu diz isso?
Vane: Ué, se entrou, tem que sair!
Leo: E quando entra pelo umbigo, sai por onde?
Vane: Acho que sai como o Reptile, na forma de catarro. É gelado, coitado, por isso ele ficou gripado e agora tem um novo golpe que é o catarrão contaminado.

A pizza chegou e a jogatina foi interrompida. Entretanto, em outro dia, viria mais uma noite com Demon’s Souls…

As Aventuras de Hellhound (nº1)

Muito bem, amiguinhos!

Teremos uma nova série por aqui em parceria com o blog “Projeto Tormenta”. Aqui contaremos as aventuras de Hellhound, como Douglas prefere ser chamado. Desde situações em jogos até a vida real, aqui pretendemos pintar um sorriso no rostinho de vocês e melhorar vossos dias chatonildos na frente do computador.

“Imagine que o maldito jogo [Minecraft] é um mapa vazio e gigante. Você começa numa parte calma, próximo à algumas árvores… Só com a cara e a coragem. Você tem aproximadamente 10 minutos pra fazer uma proteção ou esconderijo, porque logo anoitece. Agora imagine que eu fiz isso no modo hardcore, só por zoação.

Quando o sol quadrado se pôs, o creeper veio magicamente, tal qual um centauro desembestado e tudo o que eu tinha pra me “proteger” era um muro de terra de dois quadrados de altura, 3 quadrados de espaço e uma rota de fuga. O bicho pulou os dois quadrados de altura e eu sentado agarrei a cadeira com as pregas (volume alto, musica calma e uma repentina explosão). Depois de meio life perdido, lá vinha outro creeper! Corri feito um louco, pois estava sem armas.

E adiante vi um canyon.

Não pensei duas vezes, se aquele creeper explodisse em mim, babaus. Pulei na covardia coragem e caí numa micro poça d’água depois de 30 quadrados de queda livre. Olhei pra cima e começou a chover, devia ser umas oito da noite, ainda ia demorar pra amanhecer. E a porra toda fechada e escura!!! O que eu tinha no inventário? Só uns sticks e uma picareta de madeira malfeita. Xinguei aqueles creepers em 5 línguas diferentes por me explodir o crafting box. Saí da poça e tentei tatear o fundo daquele poço, ver o tamanho e se tinha mais monstros.

Viro pro lado e o quê encontro? A musa monocromática daquela escuridão. Carvão!!! Afinal: Coal + Stick = Torch.

E fez-se a luz.

Fiquei seguro lá embaixo, fiz uma gruta pra passar a noite e nada de bichos. Saí de lá no dia seguinte com meia base já pronta e uma frase…

“I’m Batman!”

Continua…

Diálogos de jogos em rede

Na minha época de ensino médio, eu costumava jogar bastante jogos de PC em rede com meus amigos. Como ninguém tinha notebook (só um deles, mas podia ser facilmente comparado à um bloco de cimento), nós costumávamos levar nossos desktops até a casa do anfitrião que abrigaria nossa festa. Isso mesmo, levávamos CPU, monitor (que era de tubo, eventualmente de 17″ e pesava pra cacete), teclado, mouse e estabilizador. Normalmente a gente tentava organizar a carona, pra que a maior quantidade de PCs pudesse ser levada em poucas viagens. Pensa num carro com três semi-marmanjos amontoados entre o equipamento e tentando segurar tudo pra não cair a cada freada. E a gente enfrentava isso numa boa…

Chegando na casa do anfitrião, começávamos a nos abancar na sala. Improvisando mesas e cadeiras, a gente ligava o número máximo de computadores por tomada. Essa quantidade deveria ser de apenas UM computador, mas como noção era algo que nos faltava, nós ligávamos 3. E se possível, dois deles no mesmo estabilizador. De qualquer forma, nunca incendiamos nenhum apartamento e nem causamos nenhum curto circuito. Sorte de noob é coisa linda de se ver.

Passávamos a noite toda assim. Antes de tudo a gente encomendava a janta (lembro que uma vez estávamos em uns 10 ou 12 e a janta foi 160 esfihas do Habib’s. Conto isso em outro post.) e depois de jantar assistindo filme ou vendo vídeos toscos no Youtube, começava a alegria:

“-Quem vai ser o host?
-Eu!
-Não tu, Mauro, teu computador sempre dá lag! Tu vai ser o host, Mati!
-Mas porquêêê?
-Porque sim. Porque senão a gente te dá PK e pega tua orelha, teus itens e vende tudo.”

O jogo que mais jogávamos era Diablo II com expansão. Cada um com seu personagem, trocávamos itens, criávamos mulas (personagem pra armazenar item. Um dia eu conto como funcionava), fazíamos duelos e rushávamos os personagens que estivessem em níveis mais baixos, ajudando eles a fazerem suas quests. Foi então que numa dessas, um diálogo em particular entre três de nós ficou pra sempre guardado na minha memória:

“-Maati, abre um portal!
-Não dá, Leon, não tenho mais portal!
-Vane, abre um portal pra ele!?
-Tá!
-Foi lá comprar poção?
-Comprei um monte de rejuvenation potion e fiz as grandona no cubo.
-Vamo mata o Diablo loooogo…
*thunderstorm* -> *mana shield* ->*shivering armor* (maga se preparando para combate)
-Comprou as poções de mana que eu te pedi?
-Opa, esqueci!
-Aaah Matii!!!
-Aaah Leon, não tenho mais dinheiro, gastei tudo consertando item!
-Mati, tu é um inútil! Tá, Vane me dá poção de mana?
-Tá…tenho 3 só…
*depois de todas as “seals” abertas*
-Wee, e veio!!!
-Mati, faz teu zoológico…Vane, vai lá proteger ele!
*Diablo dá um nova de fogo*
-Que merda!!! Morri de novo!
-Mati, tu não presta pra nada! Vane! Abre um portal pra ele e protege o corpo dele que eu vou batendo no Diablo!
-Vou dá uns nova nele…
-Voltei! Vo pega meu corpo…meeeerda, morri de novo!!! Aah, Vane, porque tu não tava aqui!?!
-Mas…mas…mas…”

Ainda tem mais, mas estes sairão em outras edições.

Aguarrdemm...

Lista de proibições no RPG

Quando você está num grupo de RPG, você está inserido num mundo onde tudo é possível, pois é regado à imaginação, certo? ERRADO.
Tem coisas que nem no RPG fazem lógica. Às vezes nem é uma questão de lógica, e sim de bom senso. Pensando nessas situações, nosso parceiro de grupo Eduardo elaborou uma lista das coisas as quais ele foi proibido de sequer cogitar fazer.

Coisas que ja me foram proibidas/negadas nos RPGs

1- Não posso cruzar um orc e uma elfa para fazer um meio-orc-meio-elfo (duende verde).
2-As seguintes raças, independente da explicação que eu der, não podem ser Samurais: Kenku e Minotauro.
3- Não devo questionar o funcionamento do sistema sanitário de das grandes cidades de Arton.
4- Não devo questionar se minotauros ruminam.
5- Não devo questionar se minotauros tem rabo.
6- Não devo questionar se minotauros mugem depois de chutar uma pedra.
7- Não devo questionar se existe minotauros malhados preto/branco.
8- Não devo deixar o minotauro enfrentar um monge.
9- Se eu fizer um personagem Kenku não posso ter a desvantagem protegido “ovo”.
10- Não posso (Não Devo) pedir leite em um bar de orcs, o atendente pode entrar em fúria.
11- Não devo pegar as desvantagens: Fobia à Aranhas e Inimigo.
12- Não posso mais confiar no senso comum do grupo.
13- Não devo dar pimenta para o Goblin do time.
14- Quando for um ladino, não devo burlar a quest tentando roubar o item no 1º encontro.
15- Quando for um ladino, não posso dar furtivo com um canhão em uma tartaruga gigante.
16- Quando for um ladino, minhas estrategias contra criaturas gigantes (tiranossauro, dragão, etc) não pode ser tentar ser engolido inteiro para dar um furtivo diretamente no estômago.
17- Quando for um ladino, não tentar dar uma de tanquer.
18- Não devo tentar encostar em fios estendidos ao redor do acampamento pelo personagem do mestre.
19- Não devo fazer um teste de vontade contra uma placa de “não puxe”, por vontade própria.

PAC-MAN faz 30 anos!

Você, nerd frequentador deste blog, não pode deixar de olhar a página de pesquisa do Google e jogar PAC-MAN! Apesar de ser pouco provável que você ainda não tenha aberto o Google hoje para pesquisar algo, eu recomendo fortemente aproveitar essa chance de interagir jogando esse clássico da era “Atari”.

Se o jogo não começar automaticamente, clique em “Insert Coin” e vicie-se. Mas sugiro fazer isso até 23:59, pois a partir desse horário o logo normal do Google voltará.

Como vocês podem ver, eu completei (bravamente) a primeira fase. Será que um dia o Google irá comemorar o aniversário do Pitfall e do Enduro? Se fizerem, vou ter pequenos curto-circuitos de emoção!

**UPDATE**

Fui até a quarta fase!