A banda podre da TI

Dizem que a TI está abarrotada de vagas. Muitas ofertas de emprego que estão apenas esperando gente “qualificada”. Aliás, esse é um choro antigo, ouço ele desde muito antes de começar meu curso técnico, em 2002. A TI tem vagas sobrando, mas pouca gente boa o bastante para preencher. E essa foi a mentira mais deslavada que eu venho ouvindo desde então, ou seja, há mais de 10 anos.

Desde que eu me interessei pela área até os dias de hoje, abriram centenas de escolas técnicas para dar ensino profissionalizante aos aspirantes a computeiros. Aos que queriam ir mais longe, abriram muitos cursos novos e diversas faculdades de ensino superior para suprir a demanda pelo crescente interesse na computação, vindo de homens e mulheres. Cursos mais especializados e menos acadêmicos, tudo para suprir a demanda do mercado por gente capacitada para exercer tais funções.

É claro que, por muitos anos seguidos eu vejo que entram, entre 30 e 50 alunos por vestibular, nos cursos de computação da minha universidade. E vejo que destes, apenas 5 ou 10 se formam por ano. Os cursos requerem do aluno bastante dedicação e constante aprendizado e atualização de seus conhecimentos. A computação é uma área bastante difícil de se atuar, pois é preciso saber de tecnologias velhas e novas, tudo ao mesmo tempo. Os empregadores costumam ver a gente da TI como chaves de fenda ambulantes: servem pra quase tudo dentro de uma empresa. Desde formatar uma máquina ou abrir uma impressora até projetar e desenvolver um sistema complexo, pois tudo deve ser possível e alcançável para um profissional da área. E é aí que o bicho pega…

Desde que voltei pra Caxias do Sul, fiquei 1 mês e meio procurando vagas de emprego. Eu também acho que foi bastante tempo desempregada, sabendo que as empresas choram e esperneiam atrás de trabalhadores da área. Porém, neste tempo todo, garimpei vagas como quem procura um filete de ouro no meio do Alaska. Depois de um certo tempo, encontrei meu veio de sorte, mas foi difícil. Oportunidades de emprego tem de monte, é verdade, mas vagas que preste tem muito poucas. E todas elas procuram especialistas e não apenas gente qualificada. Ou seja, aquela ladainha que ouvimos nos rádios e canais de televisão são lágrimas de crocodilo. Tem gente qualificada sim, muitos até com certificações e muitos diplomas, mas que esbarram nas ofertas esdrúxulas de emprego ou, na entrevista, quando perguntam se dominamos uma série de linguagens e tecnologias como se soubéssemos todas elas desde nossa primeira respiração no útero de nossa mãe. E muitas nem tem conexão entre si, o que demonstra que a vaga não é para alguém qualificado, é apenas pra um profissional randômico que possa saber todas elas juntas. E mesmo que saiba, nunca será no nível de exigência do empregador. Sabemos que quem quer ser especialista em tudo, acaba sendo especialista em coisa alguma, por isso procuramos aprender poucas coisas, mas com qualidade. Aí quando aparece uma vaga como: “Necessário saber com nivel pleno – SQL, Javascript, Java, .NET, ASP, PHP, Cobol, HTML e CSS. Ser DBA no Oracle é um diferencial” chega a doer. Deixam a vaga aberta por meses e meses, como se a miragem de um profissional com todas essas qualidades reunidas no seu nível de exigência pudesse se concretizar magicamente. Nós sabemos que isso é apenas fantasia, mas eles acreditam nesse conto de fadas como se essa pessoa realmente pudesse existir.

E sabe porquê a TI carece de profissionais especialistas? Porque com essa visão errônea, que muitas empresas tem, de que o profissional precisa dominar tudo, acabamos por aprender um pouco de cada assunto para não passarmos fome. Por um tempo isso funcionou, mas hoje é fácil passar fome trabalhando com TI. Nosso trabalho é bastante mal valorizado, porque antes de procurar um profissional, o Zé Mané prefere dar o serviço pra qualquer um que saiba ligar um computador, afinal, não quer gastar muito pra ter a solução. Aí ele acaba com um trabalho porco nas mãos e a certeza do prejuízo que terá para contratar alguém especialista que poderá consertar ou ter que refazer o serviço todo.

Pior ainda é o tipo de avaliação do trabalho do profissional de TI. Muitos calculam o salário conforme as horas parado em frente ao computador, como se fôssemos pagos pra ficar 8 horas diárias em frente ao Facebook olhando bobagens e nos divertindo. Outros preferem nivelar o salário pelos menos competentes e acabam colocando no mesmo saco os outros que se esforçam e fazem tudo certo. Aí ouço asneiras como “mas querida, teu salário não passa de R$ 2.000,00 pela CLT“. Claro que pelo regimento trabalhista é provável que não passe, mas aí o empregador se aproveita da legislação pra escravizar seus candidatos. Contrata um profissional que em carteira vai ter seu registro como um programador genérico, mas na vaga ele pede um especialista pleno em Ruby, Rails, Python, Django e Java (!!!) que saia produzindo como se tivesse nascido com o VIM aberto. Sei que haverá alguém que se submeterá a isso, seja porque sonha com um crescimento profissional que jamais virá nessa empresa, seja porque precisa pagar as contas no final do mês. O ruim é que isso contribui, infelizmente, pra desvalorização da TI como um todo e prejudica à todos nós.

Empregadores esquecem que grande parte de nós precisa pagar um curso numa universidade para ser qualificado. Esquecem que pagamos cursos e certificações para nos adaptarmos às exigências do mercado. Esquecem que passamos horas, dias a fio consumindo nosso tempo livre para ficarmos atualizados com o mundo e com as tecnologias inventadas todos os dias. E tudo isso CUSTA. Dinheiro, tempo e horas de descanso. Chega quase a ser pior que um professor, porque temos todo esse trabalho “extra-classe”, durante toda a nossa vida, que nunca é remunerado, mas é sempre exigido.

Então, empresas de meu Brasil varonil, PAREM COM ESSA LADAINHA. Parem com esse chororô, com essas lágrimas de crocodilo hipócritas e debochadas. Querem profissionais qualificados e competentes? PAGUEM POR ELES. Não me surpreende que muita gente troque a TI por áreas completamente diferentes, seja para fugir do estresse e pouca valorização do trabalho, seja pelos salários irrisórios que não retornam o que investimos em nossa educação e aprimoramento.

Se não quer pagar apropriadamente pelo serviço de alguém qualificado, faça você mesmo. Veja como é fácil saber tudo que você precisa e ainda receber uma merreca em troca por qualquer coisa que você faça. É ruim, não é? Eu também acho, por isso desabafei neste texto. Acho um absurdo que continuemos a ganhar salário de fome, trabalhar como condenados em campo de concentração e ainda ter que estudar como se não houvesse amanhã para não perdermos nosso emprego, em pleno século XXI.

Descadastrando-se à força de newsletters

Quem nunca recebe forçadamente newsletters que jamais desejou receber? Tantos de nós recebemos que as empresas fornecedoras de contas de e-mail acabaram fazendo isso virar negócio: para que você jamais receba novamente um e-mail indesejado, você poderá pagar um adicional (ao já salgado valor que é pago) para que um super-filtro seja ativado e evite uma penca de e-mails não lidos. Ainda bem que o Gmail faz isso de graça e com um algoritmo bem mais eficiente do que qualquer outro provedor de e-mail que já usei.

Claro, a vida seria bem melhor se tudo que a gente recebesse fossem newsletters que nunca assinamos, afinal, basta mandar isso pro limbo dos spans e pronto. Mas e aquelas que a gente assina e depois se arrepende? Depois de mais de um ano eu finalmente me livrei da newsletter da revista Nature, porém da forma mais inesperada possível: eu ignorei a torrente de e-mails que chegava simplesmente mandando tudo o que eles me enviavam direto pra caixa de spam.

Eu cheguei a tentar me descadastrar umas 10 vezes, mas não tinha jeito. Todo dia chegava um e-mail novo, inclusive de itens que eu não tinha selecionado pra receber. Aí, pensei que era muita sacanagem pro meu lado e simplesmente denunciei o remetente como spam no Gmail. Eis que hoje eles me mandam um e-mail que me surpreendeu bastante, pois fazia meses que as mensagens deles estavam ignoradas pela minha caixa de entrada:

Amém!

Agora, vamos ver se consigo me livrar da Sisnema. Eu acho que tenho bloqueado todos os funcionários que me mandam e-mail de lá pelos próximos meses. Como eventualmente troca, volta e meia me aparece um e-mail deles com um remetente diferente. Eu vou tentar me descadastrar mais uma única vez da newsletter deles. Se não der, acho que vou mandar um e-mail formal reclamando dessa falta de atenção e tosquice da parte deles. Se eu quero me descadastrar, pela enésima vez, é porque eu não cliquei a porcaria do botão por engano! Ou o sistema deles precisa de um conserto urgente nesse ponto, ou eles precisam deixar de serem cegos e perceberem que nem todo mundo se interessa pelos cursos deles. É pedir demais?

Você é um fanboy?

Recentemente li um livro de H. G. Wells, chamado Uma Breve História do Mundo, que conta desde o surgimento do planeta Terra até meados da segunda guerra mundial. Nele, é possível também acompanhar a história da humanidade, as teorias de povoamento dos continentes, e principalmente, a evolução da mente humana. Quando houve o surgimento das crenças em divindades e superstições, Wells dizia que isso se devia à mente humana encontrar-se em um estágio infantil de desenvolvimento, onde tudo era atribuído à um deus ou à um evento isolado da natureza. Obviamente, assim como uma criança, os humanos daquela época não possuíam o conhecimento que temos hoje para saber o porquê das coisas, então eles atribuíam as causas a aquilo que podiam ver e entender.
As divindades tiveram um papel importante no desenvolvimento da humanidade, pois grande parte da história só existe por causa delas. Em um mundo onde se vive passando frio, fome, calor, sede e onde se passa 24h com medo de alguma coisa, ter uma divindade é como ter uma muleta: você se apóia nela para poder passar pelos momentos ruins da sua vida sem enlouquecer completamente, se achando solitário e com pouco valor pro planeta.

Esse parágrafo todo acima serve para exemplificar que essa questão de “idolatrar” vem desde o início da espécie. Esse comportamento é observável em nossos ancestrais e é visto até hoje, porém a única coisa que andou mudando foram os deuses aos quais os humanos dedicam suas oferendas. De seres como Ísis, Jeová, Cernunnos e Shiva, hoje estamos em Microsoft, Apple, Linux e Google. Como diria meu pai: “mudaram as moscas, mas a merda é a mesma”.

Até hoje eu não entendo qual é a razão de idolatrar uma tecnologia. Eu entendo porque as pessoas acreditam em divindades, afinal, eu fui obrigada a fazer comunhão e crisma na paróquia perto da minha casa. Agora, idolatrar uma empresa que te agrada só para que tu compre mais, é meio complicado. É como idolatrar a lancheria por colocar mais bacon no seu lanche, sabendo que esse bacon extra será devidamente cobrado.

Com uma frequência maior do que se espera de uma época situada no século XXI, as pessoas ainda travam batalhas acerca da defesa da estratégia de sua empresa favorita e de seus produtos. Em um mundo onde é crescente o número das pessoas que se dizem ateias, na realidade vejo apenas uma grande migração de uma religião para outra. Isso me faz pensar que a humanidade não consegue viver sem uma crença, sem algo em que possa confiar sua identidade e seu modo de vida. Por isso que a religião, isoladamente falando, se adapta conforme novas eras emergem, porque os humanos encontram novas coisas em que acreditar.

O grande problema desse fanatismo todo é o modo como ele afeta o desenvolvimento econômico do mundo todo. Eu já ouvi vários comentários como “enquanto eu trabalhar aqui, Apple não entra”, “se depender de mim, todos vão ter que se virar com o que eu comprar pra essa empresa” e ainda “Linux? Essa coisa toda capenga feita por hippies que tu tem que instalar tudo por terminal? Nem pensar!”. E assim caminhamos para um futuro onde nada se julga pela sua capacidade de ajudar a resolver um problema e sim por aquilo que a empresa representa e da forma como ela é representada pelos seus usuários.

Tecnologia é uma FERRAMENTA, não uma ideologia. Pare de olhar torto para aquele aplicativo ou para aquele computador só porque ele não foi feito pela empresa que você gostaria. Comece a julgar aquilo que você tem disponível pelo potencial de resolver a situação que você tem em mãos de forma rápida e eficaz.

Vamos tocar numa ferida agora: a Apple. Eu sou uma feliz proprietária de um MacBook Pro e um iPod. Digo que sou feliz porque esses produtos que eu comprei resolveram as necessidades que eu tinha para um computador e um player de música portátil. Mas passei uns perrengues de borrar qualquer pessoa que desenbolsou mais de 4k em ambos para tê-los. Eu os trocaria por outros de outras marcas? Não. A Apple está orgulhosa de mim por ter confessado isso? CLARO QUE NÃO. Ela está cagando pra qualquer coisa que eu diga ou faça à favor dela e até mesmo contra. Steve Jobs nunca deu a mínima pra isso, senão obviamente ele jamais teria conseguido erguer a empresa onde ela está atualmente. Ele começou a “bajular” seus clientes porque assim eles compram mais e não porque ele queria ver, necessariamente, seus rostinhos felizes e sorridentes pelas pradarias com seu iPad. Você vai me dizer que ele amava o que fazia e por isso passou boa parte da vida ganhando US$1,00 de pro labore? Pois eu te digo que ele fez essas coisas porque, assim como ele disse, gostava do que fazia. Se isso imprimia uma carinha de felicidade em você, isso era apenas consequência. Deal with that.

Você acha que Bill Gates chora todas as noites porque você fala mal da Microsoft? Ele é bilionário!!! Ele tá mais preocupado com as crianças que passam fome na África que com sua opinião insignificante. Não perca seu tempo defendendo seu Windows 7, seu Kin e seu Windows Mobile. Ou melhor, defenda, mas baseado em argumentos melhores do que apenas o seu fanatismo. Goste de uma coisa por ela ser útil quando você precisa, por não te deixar na mão quando a coisa ficar feia, por encaixar o mais próximo da perfeição enquanto solução, mas jamais porque você acha que aquilo é tão bom que merece adoração. Nada na vida merece mais adoração por você do que você mesmo. Se você quer sentir orgulho de alguma coisa, sinta de você, das suas conquistas, da forma como resolveu situações difíceis, das suas aptidões e do seu caráter. O resto (com exceção de, talvez, família) não sente orgulho de você. Não tá nem aí pra você ou pra aquilo que você gosta e idolatra. Não perca seu tempo dedicando horas do seu dia pra algo que não se importa nem mesmo com a sua existência no mundo.

É por isso que estou pouco me lixando se acham que sou macfag, se acham que sou idiota porque uso Windows 8 horas por dia no meu trabalho, se riem porque eu prefiro editor de texto à uma IDE e se eu gosto de Linux para programar. Eu sei o que resolve meus problemas da melhor forma possível, então eu estou constantemente com “a filosofia do cavalo na parada de 7 de setembro” em relação à opinião das outras pessoas nesse âmbito. E eu defendo meus argumentos baseado nas experiências que tive com cada ferramenta que eu usei, independente da empresa onde elas foram feitas. O mundo já está superlotado de babacas fanáticos, portanto não seja mais um deles. Seja autêntico, seja inteligente e seja, automaticamente, feliz.

A Triste Fábula da Tecnologia em Caxias do Sul (parte 2 e final)

A empresa cresceu, mesmo na crise. Evercleidson havia mudado de nome, pois havia lido na Veja que não poderia ser um empresário de sucesso com um nome tão incomum. Foi até o cartório local e alegando ter um nome vexatório para o mundo profissional, trocou seu nome para Teodoro Pinto. Este, por sua vez, não foi inteligente o bastante para verificar a cacofonia que havia criado com seu próprio nome, sendo vítima de constantes brincadeirinhas maliciosas por parte de seus colegas de trabalho. Até mesmo os novos estagiários estavam tirando sarro dele. Nesse exato momento ele soube que não podia cavar mais, pois já encontrava-se no fundo do poço.

Teodoro ainda era chamado de “Cledinho”, pois os empregados e chefes ainda não haviam se acostumado com seu novo nome. Ele já nem se importava tanto, pois estava muito atarefado com as atualizações no sistema do Seu Zé e com as novas demandas de venda. Como bom programalista que era, ele havia dobrado seu turno de trabalho (que antes era de três horas e meia) para poder projetar as mudanças e os processos nos poucos pedacinhos de papel que ainda haviam, após a grande revolução das planilhas. Atualmente a empresa contava com o presidente e o gerente geral (a dupla de franzinos), Cledinho e dois estagiários. O pagamento aos estagiários era feito basicamente em créditos nas malocas, pois os guris contratados possuíam idade entre 15 e 18 anos, tendo ainda grande parte de seu sustento garantido pelos pais.

Téo (como preferiu ser chamado posteriormente, sem sucesso em evitar as brincadeiras) passava horas desenhando diagramas e digitando fragmentos de códigos para os estagiários. Era complicado passar seu raciocínio adiante sem ter de explicá-lo, pois como nunca havia participado das lições de caligrafia, seus desenhos e textos poderiam ser facilmente confundidos com escrita alienígena. Depois de passar as instruções, seus desenhos e fragmentos de códigos eram jogados no lixo, pois acreditava que o estagiário seria capaz de lembrar perfeitamente, por 10 anos, o que havia explicado em apenas 10 minutos. Naturalmente, Téo era obrigado a explicar tudo novamente aos estagiários a cada dia que passava. Vendo a necessidade de manter registros aos quais seus estagiários poderiam consultar sem ter de importuná-lo, ele resolveu que começaria a desenhar melhor e escrever melhor. Passou várias noites com as folhas pautadas que haviam sobrevivido à revolução das planilhas, desenhando o que acreditava serem diagramas de caso de uso, de atividade e de sequência. Consumiu pacotes e pacotes de folhas pautadas e os guardava com a segurança de um cofre. Após ter terminado todo o trabalho, ele alugou um carrinho de mão com o Sr. Giácomo e levou tudo para a empresa. Os estagiários estavam estupefatos e mal acreditavam na montanha de papel que estavam vendo. Ficaram ainda mais perplexos em saber que aquele monte de papel substituiria suas perguntas corriqueiras a Téo, dando a ele mais espaço e tempo para projetar o que faltava para o sistema do Seu Zé. Nesse momento, surgia a Documentação, a Engenharia de Software e o BPM.

O trabalho agora fluía um pouco melhor para Téo. Seus estagiários consumiam bastante tempo folheando a sua obra e tentando encontrar as respostas para suas perguntas. Tal qual crianças, Téo achava melhor mantê-los ocupados do que interrompendo-o a cada 10 minutos com questionamentos tolos. Bem, eram tolos para Téo, que achava-se a bolacha mais recheada do pacote. Já para os estagiários, era hora de começar a distribuir currículos.

Os franzinos, ao ver todo aquele cenário, começaram a perceber que apesar de ter tudo documentado, o trabalho não andava. O prazo estava encerrando-se, Seu Zé dizia incessantemente que iria adquirir a solução do concorrente (pessoal da garagem do Monza), e nada do sistema voltar a funcionar. Já estavam pensando que haveriam de pagar seus funcionários com favores sexuais se a coisa continuasse daquela forma. Decidiram que não aboliriam a papelada toda, mas que iriam contratar alguém para interpretar o que Téo havia escrito e que esta pessoa iria repassar para seus estagiários. Nesse momento, criou-se o Treinamento.

Primeiramente as aulas eram ministradas por Téo, onde este citava parágrafos de sua obra com exatidão, fazendo seus aprendizes soltarem suspiros e dirigirem olhares de admiração. Após alguns dias, por conta da pressão incessante de Seu Zé, ele decidiu nomear um dos estagiários para ser seu substituto e ensinar ao outro o que faltava. No final do período previsto, ambos sabiam o suficiente para tocar o desenvolvimento do sistema e adotar um ritmo de trabalho mais aceitável. Porém, durante o treinamento, o estagiário responsável por ensinar o outro decidiu alterar um pouquinho os ensinamentos da documentação de Téo e torná-los mais…ágeis. Ambos acharam que haviam reinventado a roda com um design fantástico e decidiram dar um nome à sua mais nova peripécia: iria se chamar Metodologia Ágil.

Quando os estagiários conversaram com Téo e disseram que haviam aprimorado seus sistema, este adotou uma postura que foi de incrédulo a maníaco à medida que ia lendo o que os estagiários haviam escrito. Disse que aquilo não passava de pensamentos imaturos de jovens loucos, que não sabiam o que era certo e que provavelmente ninguém nunca iria usar essa baboseira para fazer sistemas. O software poderia ser entregue em um CD, porém junto com ele deveria ser entregue uma tonelada de papel, para nosso gringo habitante de Caxias do Sul (que valoriza um objeto/item pelo seu peso) pudesse pagar o que fora pedido em contrato. Flip e Flop (como eram chamados) pegaram de volta seus manuscritos e os guardaram, pois decidiram que estava muito à frente de seu tempo e que, certamente, alguém no futuro iria ler e apreciar suas ideias. Talvez mais do que isso, quem sabe até fossem utilizar em algum projeto para poder testar sua aplicabilidade. Mal sabiam eles que os gringos jamais mudariam e que seu novo método só seria usado em metrópoles onde as pessoas tivessem a mente mais aberta e a mão menos fechada.

Nos termos ditados por Téo, o sistema de Seu Zé foi entregue com atraso, porém funcionando. Na promessa de nunca mais atrasar nenhum projeto deste cliente (o que sabemos ser apenas um delírio), Seu Zé firmou contrato de manutenção e a cada nova atualização ele teria que mandar seu filho mirrado e esquelético buscar o carrinho de mão pra trazer a papelada que viria acompanhada de um singelo CD. Quando questionado sobre a importância dessa papelada no seu entendimento do sistema, Seu Zé respondeu da seguinte maneira:

-Viu só o tamanho da pilha de papel? Eles gastarron molto mais che io pra fazer tutti questo. Assim io sei che valeu à pena ter investido, perchè vem tutti questo zunto. Nón entendo nada, ma pelo menos nón me vem só un CDzinho. Un CD io compro ali nos camelô por 2 real.

Frustrados e não conformados, Flip e Flop decidiram levar sua metodologia à concorrência, ou seja, ao pessoal da garagem do Monza. Chegando lá, foram bem recebidos e tiveram a devida importância dada à sua criação. Em um projeto menor, investiram no uso da Metodologia Àgil e tiveram ótimos resultados, tendo terminado o projeto no prazo determinado e com muito menos falhas do que se tivessem usado o método de Téo. Flip decidiu que a empresa de Téo não o valorizava enquanto funcionário pensante (apenas como regurgitador de código) e decidiu levar Flop junto para desenvolverem com o pessoal do Monza. Téo ficou arrasado e não saberia o que dizer aos seus chefes, pois perdera dois ótimos monkey workers para os “hippies”.

Encurtando a história, a empresa de Téo passou por maus bocados até encontrar novos monkey workers. Até ali Seu Zé cobrava os prazos como se a empresa não estivesse passando por nada, afinal, ele havia pagado muito bem para ter seus serviços no tempo esperado. A empresa do Monza teve bastante sucesso e prosperou mais rapidamente que a empresa de Téo, vendendo sistemas inicialmente para empresas menores e depois para as maiores, onde estas apagavam o sistema de Téo para colocar o sistema do Monza. Téo vive hoje basicamente de seus clientes antigos e fiéis, que não substituem o seus sistemas porque acham que irão perder tudo e ainda ter um alto custo de migração e treinamento.

Fim.

A Triste Fábula da Tecnologia em Caxias do Sul (parte 1)

No começo, tudo era trevas. As folhas pautadas e os formulários reinavam absolutos na pequena cidade de Caxias do Sul. As empresas fabricantes de canetas (em especial a BIC) faturavam milhões com a venda de canetas azuis, pretas e vermelhas para o mundo empresarial. Também tinham a sua grande parcela neste mercado os fabricantes de máquina de escrever, bem como os fornecedores de fitas para estas máquinas. A indústria do papel mal dava conta do consumo desenfreado deste pequenino município, tendo que desmatar grande parte da Amazônia para suprir a necessidade de cada empresário gringo em ter seu papelzinho em cima da mesa. O IBAMA, que havia sido criado especialmente para controlar a indústria moveleira do nordeste, ficou de olho aberto e cerco fechado para os fornecedores de papel que negociavam com os comerciantes daqui.

Dadas as condições de comunicação da época, onde a palavra escrita à punho valia mais do que o fio do bigode da mãe do balconista do mercadinho, um jovem franzino que recém mandou vir seu IBM pra montar no final de semana (que será a grande diversão entre seus amigos), tem a seguinte ideia: “já sei montar PC, já sei programar, vou inventar algo que faça sumir essa papelama da mesa da minha mãe. Daqui a pouco ela ai querer enfiar isso no meu quarto, então é melhor eu tomar alguma providência urgente!” Dizem que, pelo fato de haver muita pressa no desenvolvimento e também da cobrança da mãe do garoto, ele e mais um amigo se fecharam na garagem (deixando o Monza do véio na chuva) e colocaram a mão na massa pra valer. Desta forma, segundo os boatos da região, surgiu o Windows e o Office.

Mais tarde, logo após a insistência de vários estagiários dos armarinhos locais, o reinado das planilhas começou. Era bonito de ver a cara dos chefes extremamente satisfeitos em ver aquele monte de gráfico em 16 bits de cor, com fórmulas mirabolantes e células que se coloriam conforme mudavam os valores nelas contidos. Até o mercadinho do Zé Quirera tinha planilha pra controlar o estoque, as vendas e as compras dos fornecedores. Um luxo!

O reinado do Excel durou por muitos e muitos anos. Em Caxias do Sul se criaram faculdades em torno das tecnologias existentes na época, fazendo com que os jovens franzinos e de aparência assustadora pudessem ter novamente seu lugar na sociedade, longe dos bullyings e das garotas forçudas. O jovem que supracitamos era carinhosamente chamado pela mãe de “Toni” tornou-se Antônio Capelletti Tortellinni, com todas as consoantes duplas a que tinha direito. Mais tarde, afetado pela fama e pela perseguição das fãs (as forçudinhas de antes), ele decidiu mudar de nome, atendendo pela alcunha de Bill Gates e se bandeou para as terras dos ianques. A colônia nada mais podia oferecer para sua expansão profissional, apenas servia como grande consumidora dos seus produtos.

Depois da primeira turma de formandos em Montagem e Programação, surgiu um grupo bem diferente de jovens em relação aos quais estávamos todos acostumados a ver. Começaram a deixar seu cabelo crescer e a usar roupas mais largas e confortáveis. Diziam que não iriam colaborar com as empresas dos “tchucos” e iriam formular seu próprio jeito de programar. Também decidiram que iriam ajudar os comerciantes que não podiam pagar pelos altos preços dos produtos do Ton..er..Bill, desenvolvendo seu próprio ambiente de programação, bem como seus próprios programas. Decidiram, ainda, que não iriam cobrar um centavo pelo que fizessem e que iriam distribuir tudo com fonte aberto, desde que nunca retirassem a referência à eles dos seus softwares. Mais uma vez, os boatos confirmam o surgimento do Linux e do Software Livre e Aberto.

Os grandes donos de comércio e de algumas enormes metalúrgicas decidiram que iriam continuar com os produtos do Bill, e que não iriam mudar para o “concorrente” (que oferecia tudo de graça), pois pensavam que não se tratavam de produtos de qualidade. Isso dificultou a vida dos cabeludos, mas não impediu que continuassem crescendo no mercado. Eles contavam bastante com a propaganda “boca em boca”, pois além de tudo não tinham como pagar por outro meio de divulgação, já que não tinham nem um tostão furado pra comprar meias novas. A armação de seus óculos, que antes era tão sólida, hoje é remendada com silver tape, pois a fita crepe já não dava mais conta do recado.

Neste meio tempo, observando como tudo ia caminhando no mundo empresarial desta enorme metrópole ítalo-brasileira, um jovem resolveu pensar fora da caixa. Chegou à conclusão de que, como ele também sabia programar, ele poderia customizar os produtos já existentes no mercado. Ele sabia que não obteria nenhum código fonte a menos que se comprometesse a não cobrar nada por aquilo que desenvolvesse. Gringo nato de sangue azul marinho, jamais aceitaria trabalhar de graça, ainda mais sendo em algo extremamente desgastante. Lembrando que sabia programar e que tinha conhecido um compilador apresentado em uma de suas aulas por um colega, resolveu ligar pra esse cara e ver se ele queria montar um empresa customizadora de Excel. Em resposta, o cara disse que topava e que poderiam juntos fazer coisas bem melhores e que pudessem satisfazer mais necessidades dos clientes num único produto. Dizem que nesse exato momento, surgiu a fábrica de software.

Os anos passaram, mais turmas se formaram e outros cursos de bacharelado foram desenvolvidos para atender o crescimento constante da nossa querida Caxias. Nesse meio tempo o programa controlador de estoque, vendas e compras da dupla dinâmica ficou pronto e Zé Quirera seria seu primeiro cliente. Deixaram o programa com Seu Zé por uma semana e depois retornaram contato para saber como estava o uso, se estava tudo bem, se nenhuma tentativa de suicídio havia sido reportada para a polícia recentemente. Ao contrário de tudo, Seu Zé retornou a ligação cheio de idéias novas e melhorias para o programa dos garotos. Tudo seria maravilhoso, se Seu Zé não tivesse pedido que tudo ficasse pronto em uma semana. Nesse dia, os garotos pensaram muitas vezes em ir morar numa praia nudista, viver de artesanato e ouvir reggae dia e noite sem parar. Quando recobraram a consciência, eles decidiram que sozinhos não dariam conta da situação e que precisariam de alguém para ajudá-los. Pouca gente apareceu pra entrevista de emprego e o selecionado acabou sendo um cara que chegou muito atrasado, que estava sujo e com a barba quase enrolando nos pentelhos da barriga. As pessoas mais velhas que entrevistei contam que nesse mesmo dia, nascia o Sistema de Gestão e a Gambiarra.

Com tudo feito em cima do laço e sem tempo para ensinar a regra de negócio do Seu Zé para o estagiário, eles entregaram o produto no prazo previsto. Certos de que a caminha de Evercleidson (nome do estagiário) poderia ser desfeita e o escritório teria novamente mais espaço (e menos fedor), eles recebem um telefonema: o sistema deu pau. O cliente explicou muitas vezes o que não estava mais funcionando, até que se cansou, xingou as gerações antepassadas e futuras dos meninos e desligou. Assustados com a reação de Seu Zé, resolveram abrir o código-fonte e dar uma olhada, afinal, o cliente parecia estar fazendo tudo certinho. Eis que a expressão na face destes infantes era algo que as palavras “desespero” ou “horror” jamais poderiam definir. Eles eram de uma cidade conservadora e jamais haviam visto uma lógica como aquela, se é que podemos chamar aquilo de lógica. Evercleidson havia morado em muitas cidades antes de exilar-se na nossa amada colônia, passando inclusive por Porto Alegre, a capital de tudo que havia de moderno. O estagiário infame os havia exposto a algo que eles jamais teriam contato se não fosse pela contratação emergencial e malfeita que fizeram. “Cledinho”, como o chamavam (Evercleidson era um nome impronunciável para eles) também os exporia para outra coisa a qual, em nenhuma parte de sua existência, pensariam que existisse. Era uma peste silenciosa, que apenas os atormentaria após algumas horas e reproduções sucessivas. Colocaria ovos e estes eclodiriam, gerando ainda mais pavor. Esta monstruosidade seria, mais tarde, conhecida como “gambiarra”.

Eles bem que tentaram colocar novamente o código em dia, mas era impossível, visto que as gambiarras eram extremamente ligadas e quase impossíveis de dissolver. Se tu apagasse uma, NADA mais funcionaria. Se não apagasse, tudo continuaria igualmente sem funcionar. Presos por isso e arrancando os cabelos, pediram humildemente para Evercleidson arrumar o que havia feito de errado. Este, por sua vez, disse que somente o faria se o promovessem de estagiário a algum cargo de maior importância dentro da empresa. Neste momento, nascia o Programalista…

*eu sei qual ovo que veio antes de qual galinha, mas na minha história, os fatos ficam mais engraçados da forma como narrei. Não seja um nerd pedante, apenas leia e aprecie.

Vida de Nerd – Editores de Texto ou IDEs???

Olá pessoal!

Nesse tempo fiz umas pequenas análises e tal e andei vendo algumas IDEs e Frameworks para desenvolvimento.

Ultimamente trabalhando com editores, frameworks e IDEs, desenvolvendo algumas coisas em java (não que me orgulhe disso), ruby, COBOL (sabendo que a POG do COBOL é POGOBOL =P) e por último o Progress, desssa mesma forma andei analisando essas linguagens, percebi que o pessoal que trabalha com programação usando editores de texto juntamente com o terminal (modo hardcore de desenvolvimento) tem uma facilidade maior de se adaptar com outras linguagens, ambientes e coisas do gênero.

Por exemplo, se pegar uma pessoa que trabalha constantemente no Pogress e coloca-la para programar em C ou Python, essa pessoa vai se perder terrivelmente pelo fato de que o processo de desenvolvimento é bem diferente. Programação orientada a IDE, pessoalmente eu acho terrível. Eu acabo perdendo performance em clicar em botões, arrastar e tal. Ficar procurando opções então nem se fala… Nessas horas sinto falta do bom e velho terminal para executar tudo pela linha de comando. No meu Mac um dos “programas” que mais uso é o terminal. =P

Uma IDE, muitas vezes, acaba limitando ou alterando sua forma de pensar na hora de fazer algum programa. Exemplo: “Ah, só arrasto umas coisinhas aqui, conecto essa ferramenta do banco ali, faço essa conexão aqui e tá feito meu cadastro”. Bom, sinceramente esse não é meu mundo e nem como eu penso. Talvez seja vício do COBOL, pois esse me criou mais umas pencas de pêlos pelo corpo. =P

Eu tenho uma mania de funcionamento dos programas, saber como ele funciona, quais os processos que ele executa, como trata os dados e tal. Coisas muito obscuras e prontas, mesmo muitas vezes serem mais fáceis de usar, para quem aprende, é necessário que se saiba o que, por exemplo um ArrayList do java está fazendo por trás, para saber como usá-lo de forma correta.

Pessoalmente prefiro implementar algo em editores de texto, pois são extremamente mais leves e te deixam completamente mais integrado no sistema que com uma IDE. Só dar uma olhadinha no VI, Gedit ou TextMate. Os editores de texto exigem mais atenção no que está sendo feito, pelo fato de que ele assume que você está no comando e que você sabe o que está fazendo. Isso gera mais responsabilidade no que está sendo feito, e portanto o desenvolvedor possui uma evolução mais alta. Além disso, qualquer merda que tu fizer ali, vai executar, ou simplesmente vai aceitar que vai ser feito. Acredito que seja por esses pontos que o pessoal prefere usar IDEs, para evitar esses cuidados a mais que precisa ter, pois ele te corrige, avisa o que não está de acordo e em alguns deles, compilam o código em tempo de execução.

Algumas IDEs são muito complicadas de se aprender, ou limita a visão do programador, referente ao sistema. Por exemplo, agora em Progress, estou usando uma IDE para desenvolver, que me limita a visão das funções a apenas um processo/função/método por vez. Isso faz com que eu perca a visão macro do programa, onde posso ter variáveis repetidas, processo com retornos errados, utilização de algo que não seja a melhor forma e muitos outros pontos. Isso sem contar que em vez de programar em Progress, eu movimento botões e mexo nas propriedades das coisas. Lá de vez em quando uso um select da vida! =P

Bom, analisando as IDEs em si, percebe-se que elas são muito pesadas, e que a estrutura que elas utilizam não compensam com o uso de um bom editor de texto.
Por exemplo, utilizo no Mac OS o TextMate, ou senão o MacVim (o VIM do Mac). São editores de texto que podem ser usados em qualquer linguagem, atalhos configuráveis que deixam o desenvolvimento muito próximo de uma IDE, sem o problema de gerar processos demorados e de uma forma muito mais rápida. Além claro que o carregamento e execução de um editor de texto é extremamente mais rápida que uma IDE. E o melhor de tudo, pode ser chamado pela linha de comando numa velocidade extremamente rápida. XD

Alguns dos editores bons são:
TextMate: Um excelente editor de texto para programar em qualquer linguagem, ele aceita, por exemplo, Ruby, Ruby on Rails, Python, Java, JavaScript e muitas outras. Mas esse é um editor pago, mas que vale muito a pena o investimento. É um editor exclusivo para Mac. É a única limitação que achei nele! =P
Link TextMate

Komodo Edit: Este é um editor de texto free, semelhante ao TextMate, um pouquinho mais pesado, mas muito bom também. Ele não possui algumas das funcionalidades do TextMate, mas possui um auto-completar bom e semelhante ao do NetBeans.
Link Komodo

MacVim / Vim: Esse é o velhinho da família. Um editor completamente diferente, possui cerca de 20 anos (mais ou menos), tem um funcionamente bem diferente, já vem instalado no Linux e Mac. Ele cru já é um sistema muito bom, mas instalando alguns plugins ele se torna um editor totalmente competente e equivalente ao TextMate. Dá para compará-lo diretamente com o TextMate e até mesmo a uma IDE sem problema nenhum. Com a prática do uso e do entendimento do funcionamento dele, se torna mais produtivo que uma IDE. E o melhor, pode ser instalado em qualquer sistema
Link MacVim ou Link VIM para demais sistemas.

NotePad++: É uma versão mais completa do NotePad, mas voltado para o desenvolvimento. Para editar alguns códigos fonte, seja qual for a linguagem ele é muito bom. Esse não mexi muito, mas aparentemente é uma boa opção para editor de código. Ele possui uma versão portátil também.
Link NotePad ++

EditPad Pro: Mexi muito pouco nesse também, mas é uma opção boa para programação.
Link EditPadPro

Por hoje é só pessoal!

A qualquer hora apareço por aqui mostrando mais coisas desse mundinho de garoto de programa. =P

Até mais!

Encontro de gerações

Bem, essa é uma foto do meu Macbook junto com um modelo bem mais primitivo da Apple, em que você o conectava na TV para poder trabalhar (como os antigos Ataris). E, obivamente, era algo que dava pêlos pelo corpo, pois necessitava que se soubesse programar e se tivesse uma incrível memória para decorar os comandos necessários para pilotar essa nave.