Working man

Há meses atrás, eu estava ferrenhamente procurando um emprego. Visitei inúmeros sites de agências de emprego, inclusive até mandei currículo diretamente para as empresas de meu interesse. Depois de preencher formulários enormes em 3 sites, eu desisti de continuar procurando. Até que encontrei uma agência virtual bastante sábia (mas não me lembro mais o nome) que permitia “anexar” o currículo do LinkedIn na vaga pretendida. E fiquei pensando comigo mesma: porque diabos ninguém mais fez isso ainda?

Em toda minha vida profissional, sempre ouvi dizer que currículos precisam ser resumidos e conter somente informações relevantes. Partindo desse fato, eu acho o LinkedIn uma ótima ferramenta pra manter o currículo dessa maneira. Coisas como pretensão salarial e salários anteriores podem ser discutidos numa entrevista. Dados como CPF e RG só são relevantes na contratação. Dessa forma, não vejo a necessidade de exigir estes campos em um formulário. Aliás, as empresas deveriam abolir esse formulário gigantesco e pedir somente o LinkedIn do vivente. Muito mais prático e rápido, porque você preenche aquele formulário enfadonho apenas uma vez. E fazendo isso apenas uma vez, você tende a caprichar mais nas informações que estão ali.

As medias sociais (ou “xoxo medias“, como diria Azaghal) vieram pra ficar por um longo período na nossa vida virtual. Porque não aproveitá-las para relacionar-se com os demais habitantes deste planeta de forma diferenciada? Um perfil profissional e outros tantos perfis pessoais para satisfazer nossa necessidade de comunicação e interação social.

A forma como interagimos, atualmente, com sites é bastante breve. Poucos campos e poucos cliques nos separam de nosso objetivo. O tempo passa mais rápido na internet, portanto seria injusto manter o usuário mais de 5 minutos para preencher um monte de informações que nem sempre são relevantes, simplesmente para deixá-lo se candidatar para uma vaga de emprego. E o pior, ter que preencher esse formulários enormes em cada site de emprego é sempre chato e acaba fazendo com que muitos desistam da vaga. Ninguém quer ficar tanto tempo preso na mesma tarefa, principalmente os que viveram nos últimos 5 anos, onde a palavra de ordem é “produtividade”. Se a tarefa em questão te toma muito mais tempo do que deveria, ou ela é complexa demais e deveria ser quebrada em partes menores, ou ela é absolutamente horrorosa de se fazer. No caso dos formulários, eu fico com a segunda hipótese.

Fica aí meu desabafo e minha dica: aproveitem as facilidades do mundo moderno e agreguem as ferramentas que simplificam a vida das pessoas. Aumentem o número de canditados para vossas vagas de emprego (algumas eu vi que estão abertas há meses) e tratem de melhorar a forma como as pessoas interagem com vosso site. Reduzam, simplifiquem e mantenham somente o que for absolutamente relevante. Não sejam preconceituosos e permitam que nossa vida online seja mais fácil. Garantam informações sempre atualizadas e acuradas.

Permitam-nos usar o LinkedIn.

“I got no time for living, yes, I’m working all the time. Seems to me I could live my life a lot better than I think I am…”