Um post de letrinhas (nº 17)

Aconteceu muita coisa na minha vida, nestes últimos dois anos. Eu saí do conforto da casa de meus pais para encarar a vida de pagar as próprias contas, posteriormente viver em outra cidade e ver que morar sozinha não é fácil, mas nem de longe é ruim. Eu recomendo essa experiência para todos que reclamam (baseado em birra e excesso de barda*) que morar com os pais é ruim, que é preciso seguir as regras deles, que é preciso dar satisfação de onde se está e pra onde se vai, a que horas volta, com quem volta, etc. Você vai ver que ligar pra sua mãe pra avisar que está na casa de um amigo e que vai voltar só depois do jantar era de fato a menor das suas preocupações. Provavelmente vai ter raiva de quem você era, depois de amadurecer na marra. Isso faz bem, demonstra crescimento como ser humano dotado de julgamento e crítica.

Nesse tempo, tive dois empregos bastante distintos. Fiz amigos distintos também, os quais a maioria ainda tenho contato. Aprendi muito, enriqueci meu currículo e voltei pra Caxias com uma bagagem cultural e de conhecimento certamente muito maior do que a que levei pra Porto Alegre.

A coisa mais importante que pude aprender, nesse tempo todo, foi a me afastar de pessoas cujo relacionamento era prejudicial à mim. Isso não é simplesmente terminar um namoro ou ignorar alguém chato no ônibus. É o exercício de identificar as pessoas que tem o dom de te trazer pra baixo, de sabotar seu dia e de deixa-lo com a sensação de que nada mais vale à pena na vida. Pessoas que somente observam seu fracasso, sua derrota e sua tristeza. Gente que não sabe valorizar uma amizade, um favor ou um conselho. Sempre me disseram, aliás, que se conselho fosse bom a gente deveria vender. Eu, além de nunca ter cobrado por eles, sempre os dei com vontade genuína de ajudar. Não sinto prazer na derrota dos outros e nem acho bom ver alguém afundar, sabendo que eu posso dizer algumas palavras pra evitar que isso aconteça. Nessa boa vontade toda, aprendi também que não adianta “salvar” quem não quer ser “salvo”. Há quem aprecie mais sentir-se triste e incapaz, do que sentir-se alegre e confiante. Eu nunca vou entender como isso pode ser benéfico (ou confortante), mas já há algum tempo eu respeito. Afinal, meus direitos terminam onde começam os do próximo.

Tive amigos muito importantes, que posso contar nos dedos das mãos. Me ajudaram muito quando mais precisei, me disseram palavras que iluminaram meu caminho, me ofereceram seus ombros como apoio e como conforto, me fizeram rir (mesmo da desgraça) e me fizeram ver o lado bom em tudo. Vocês sabem quem são, tenho certeza disso. À vocês, dedico minha eterna gratidão. E quem me conhece, sabe que isso significa que vou retribuir tudo isso, nem que leve minha vida toda.

Me viciei em trabalho. Quem viveu ao meu redor nessa época, certamente me viu na minha pior forma até hoje. Fiquei cega por trabalho, tanto que eu tinha meu turno de 8 horas diárias no meu emprego e minha diversão no meu tempo livre era trabalhar mais ainda. Eu não tinha limites pra horário. Meu dia começava às 8 da manhã e terminava só no outro dia, lá pelas 2 da madrugada. Sono completamente perturbado, pesadelos todas as noites, ansiedade à mil e uma sensação de vazio completo. Por uns longos 3 ou 4 anos eu me desgastei, cheguei muito perto de um colapso nervoso. Aí, com a ajuda de pessoas maravilhosas e muito pacientes (perseverantes também), eu acordei e vi que precisava relaxar. Aquilo não me levaria à lugar nenhum, ao menos não no ritmo que eu estava indo. Desse “despertar” pra vida, nasceu a Taverna do Menestrel e minha mais nova paixão pelo desenho. Ganhei revistas-tutoriais, comprei um caderno de desenho, lápis de cor, giz de cera, tinta guache, massinha de modelar e tudo o que fosse necessário pra fazer aquilo que eu quisesse. Produzi coisas boas, melhores do que eu esperava. Se quiser, confira meu perfil no DeviantART.

A Taverna do Menestrel é um empreendimento que tenho com o Douglas, que hoje é meu namorado. Vai a passos pequenos, mas sólidos. Tenho boas esperanças acerca desse negócio, acho que vai ser algo muito além de divertido, vai ser algo que poderá revolucionar a ideia que temos hoje sobre como devemos reunir pessoas para jogar RPG. Temos alguns projetos na área de jogos que prometem ser muito bons. Enfim, acho que ainda esse ano vamos anunciar coisas novas sobre a Taverna do Menestrel por aqui e pelo Facebook. A página ainda é tímida, pois vamos alimentá-la de fato quando houver conteúdo relevante para publicação.

Sinto que esse ano de 2013 me trará bons ventos, que irão inflar as velas de meu navio e irão me tirar da calmaria que vivi nos últimos meses. Vou aproveitar todos eles ao máximo, pra ver se me dou melhor em outros mares e também vou usá-los para crescer, aprender e amadurecer mais ainda. Vou cultivar mais a “criança” dentro de mim, para que minha criatividade e minha imaginação jamais tenham limites impostos pela rotina do dia a dia.

Ah, voltei a jogar videogame também. No momento, estou apaixonada por Gran Turismo 5. Amo jogos de corrida, principalmente de carros. Me aprimorei no Magic e agora jogo com a gurizada da cidade novamente. Fiz decks novos e de quebra, ainda ensinei minha mãe a jogar. :)

I guess that’s all, folks!

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Dia de Tormenta – Caxias do Sul

O evento será uma ambientação de aventura de RPG (Jogo de Interpretação de Papéis) tanto para jogadores iniciantes quanto para veteranos durante a tarde de sábado. O objetivo do evento é divulgar o cenário de Tormenta RPG (sistema 100% brasileiro) e integrar novos jogadores ao universo do Role Playing Game.
Dia de Tormenta é uma aventura de RPG para 6 a 10 personagens (6º nível), que colocará os heróis contra o adversário final que é a maior ameaça conhecida, mas ainda no início de sua manifestação. Mesmo assim, o perigo é imenso!
Tudo isso vai acontecer no Zarabatana Café, dia 24/03 às 15h. Para todo participante haverá a distribuição de um kit de participação. Vamos lá, a entrada é gratuita! Quem quiser, confirma comigo (via comentários ou playthecoin@gmail.com) ou com Douglas Mello a participação no evento. Valeu, gurizada!